Ortografia

Ortografia

A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua.

Após a reforma ortográfica em vigor em 1 de janeiro de 2009 o alfabeto português ganhou três letras: K, W e Y

Agora o alfabeto completo ficou assim: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Novo alfabeto

 

Trema

Trema

A trema que era utilizada acima da letra U para indicar uma pronúncia diferente nos grupos GUE, GUI, QUE, QUI não existe mais.
As palavras AGUENTA, TRANQUILA, LINGUIÇA, por exemplo, são escritas sem os dois pontos sobre o U.
Apesar de não existir mais, a pronúncia continua a mesma para estas palavras.

Emprego de S e Z

Sufixo é um fragmento mínimo capaz de expressar significado que se adiciona ao final de um radical formando uma palavra derivada.
Escrevem-se com s (s, esa) os sufixos que indicam nacionalidade, origem ou procedência.

Nacionaldade

Meu primo é Francês
Joana é camponesa
Este chocolate holandês

Escreve-se com s (isa) o sufixo que indica o gênero feminino.

Ela é profetisa
Cecília é poetisa

 

Adjetivo: Palavra que expressa características, qualidades (ou defeitos) e estados dos seres. Por exemplo: bonito, forte, belíssimo, magrelo, inteligente, dedicado, brasileiro.
Substantivo é toda a palavra que designa ser, coisa ou substância. É classificado como abstrato quando os seres designados pelos substantivo têm existência dependente de outros seres. Por exemplo: questionamento, comemoração não existem por si. Só as pessoas é que podem questionar e comemorar.
São escritos com z (ez, eza) os sufixos que se unem a adjetivos para formar substantivos abstratos

O carro tem rapidez
O balão tinha leveza

Ditongo é quando duas vogais estão juntas na mesma sílaba. Por exemplo: peixe, saudade, paixão.
Depois de ditongo emprega-se sempre s, nunca z.

Faisão
Maisena
Pousada
Coisa
Ausência

Emprego de J e G

As palavras cuja última sílaba ja dão origem a palavras derivadas escritas em j

Canja =>canjica
Cereja => cerejeira
Loja => lojista
Gorja => gorjeta

Todas as formas verbais dos verbos terminados em jar são escritas com j não com g

Viajar => viajei, viajem, viajemos
Arejar => arejem, arejei, areje
Enferrujar => enferrujou, eferrujem.

 

Escrevem-se com g as palavras terminadas em gio, gio, gio, gio, gio, agem, igem e ugem

Adágio
Privilégio
Vestígio
Necrolgio
Subterfúgio
Coragem
Estiagem
Vertigem
Fuligem
Ferrugem
Penugem

Emprego de X e CH

 

Depois de ditongo emprega-se sempre a letra x e não ch.

Faixa
Trouxa
Rouxinol
Afrouxar
Gueixa

Lutador ensinando a escrita da palavra faixa.

Acentuação

Não se utiliza mais acento nos ditongos abertos EI e OI das palavras paroxítonas
As palavras oxítonas terminadas em EIS, EU, EUS, OI, OIS seguidas ou não de s ou ém, êm, éns são acentuadas.

Por exemplo: papéis, troféu, troféus, herói, heróis, maracujás, rapé, mocotó, amém, parabéns.

Não se usa o acento no I e U tônicos quando vierem após ditongo.

Por exemplo: feiura.

Palavras terminadas em EEM e OO(s) não têm mais o acento circunflexo.

Por exemplo: leem, abençoo, voo.

Não utiliza mais o acento agudo que diferencia para do verbo parar, da preposição para. O mesmo aconteceu com pela, polo, pera. Todas estas palavras ficaram sem acento: pela, polo e pera.
O acento diferencial em pôde permanece. Pôde indica passado, pode indica presente. Outros acentos que continuam após a reforma ortográfica: mantém, eles têm, mantém, vêm. Ela detém, convém, intervém, elas detêm, convém, intervém.
A palavra forma no sentido de forma de bolo, pode ter ou não o acento.
Não podemos mais usar o acento agudo no U tônico das formas: tu arguis, ele argui, eles arguem do presente do indicativo dos verbos arguir e redaguir.

Hífen

Usa-se o hífen principalmente nos seguintes casos:

  1. Para ligar substantivos e adjetivos compostos. Por exemplo: couve-flor, guarda-chuva, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume. O hífen não é utilizado nas palavras que não conservam a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva.
  2. Em onomatopéias que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos: reco-reco, zum-zum, tico-tico, tique-taque, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre.
  3. Nos compostos que designam espécies botânicas ou zoológicas. Exemplos: ipê-do-cerrado, bem-te-vi, peixe-espada.
  4. Nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos:
    Belo Horizonte - belo-horizontino
    Porto Alegre - porto-alegrense
    Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul
    Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte
    África do Sul - sul-africano

     

  5. Para separar sílabas de uma palavra: Ca-sa, car-ro.
  6. Para ligar os pronomes oblíquos ao verbo.
  7. Usa-se o hífen nos compostos cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos: gota-d´água, pé-d´água.
  8. Com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim. Exemplos: capim-açu
    amoré-guaçu
  9. Para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam. Exemplos:
    ponte Rio-Niterói
    eixo Rio-São Paulo
  10. Diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
    anti-histórico
    macro-história
    mini-hotel
    super-homem
  11. Se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Exemplos:
    micro-ondas
    inter-regional

     

Casos particulares

 

  1. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra. Exemplos:
    antiaéreo
    agroindustrial
    aeroespacial
    semicírculo
  2. Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
    minissaia
    antirracismo
    ultrassom
    semirreta
  3. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. Exemplos:
    sub-região
    sub-reitor
    sub-regional
    sob-roda
  4. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Exemplos:
    circum-murado
    circum-navegao
    pan-americano
  5. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pró, pré, vice. Exemplos:
    ex-aluno
    sem-terra
    além-mar
    recém-nascido
    pós-graduação
    pré-vestibular
    vice-campeão
  6. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
    coobrigação
    coeducar
    coerdeiro
    corresponsável
    cosseno
  7. Com os prefixos pre e re, não se usa o híefen, mesmo diante de palavras começadas por e. Exemplos:
    preexistente
    preelaborar
    reescrever
  8. Na formato de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. Exemplos:
    ad-digital
    ad-renal
    ob-rogar
    ab-rogar
  9. Com mal, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal, h ou l. Exemplos:
    mal-entendido
    mal-humorado
    mal-limpo
  10. Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de ligação. Exemplo:
    mal-francês.
    Se houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. Exemplos:
    mal de lázaro
    mal de sete dias.
  11. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
    Na cidade, conta-
    -se que ele foi viajar.

Referências


Na ponta da língua - Mudanças na língua portuguesa - SESI, FIEMG.

Gramática. Disponível em: <http://www.gramaticaonline.com.br/>.  Acessado em 27 de janeiro de 2014;


AMARAL, Emília; FERREIRA, Mauro; LEITE, Ricardo, ANTÔNIO, Severino. Português: novas palavras : literatura, gramática, redação. Volume único, São Paulo, Editora FTD, 2000.


AMORA, Antônio Soares. Minidicionário Soares Amora da língua portuguesa. São Paulo. Editora Saraiva, 19 edição, 2009.

Você precisa ser cadastrado e estar logado para acessar este conteúdo.

Cadastre-se gratuitamente clicando aqui

Para fazer uma pergunta no debate é necessário se cadastrar e fazer login.

Debates

Abertareforma do ensino medio Autor:
Abertacomo funciona os jogos?Autor:
AbertaEtecAutor:
AbertaantconsepcionalAutor:
AbertaCursos EAD ou presencial?Autor:
AbertaParceria e EmpreendedorismoAutor:
Abertamas ou maisAutor:
AbertaTrema?Autor:
FechadaX e CH .Qual a diferença?Autor:
AbertaUniversidade e cursosAutor:
AbertaGramáticaAutor:
AbertaNA SUA OPINIÃO O FIES VALE A PENA?Autor:
AbertaLei da Maior Idade PenalAutor:
Abertaparticipação dos jovens na politica!Autor:
AbertaFaculdade ParticularAutor:
AbertaeducaçãoAutor:
AbertaEducação.Autor:
AbertaPerguntaAutor:
AbertafomeAutor:
FechadacaraterAutor:
FechadaeducaçãoAutor:
AbertafísicaAutor:
Abertamaneio alimentarAutor:
Abertamaneio alimentarAutor:
AbertaENEMAutor:
Abertaporta-bandeiras ou portas-bandeiras.Autor:
Abertaporta-bandeiras ou portas-bandeiras.Autor:
Abertaciências humanasAutor:
AbertaEngraçadinhos de intelecto inferior...Autor:
AbertaDo passado.., O presente!Autor:
Abertag e jAutor:
AbertaO novo acordo ortográfico foi realmente necessário?Autor:
AbertaEscrupulosidade recíproca.Autor:
AbertaDocente e discenteAutor:
AbertaQual a maior palavra da língua portuguesa e seu significado?Autor:
Fechadao que é?Autor:
Fechadao que é vulnerabilidade?Autor:
Hastatus

Carregando...